2 de março de 2023
Tendenze & Mercati
O regresso dos consumidores às lojas

Depois dos anos complicados da pandemia, os clientes italianos redescobrem o prazer de fazer compras nas lojas físicas.
Em Itália, os consumidores confirmam a vontade de regressar às lojas. Demonstram-no dois inquéritos que analisaram primeiro os saldos de janeiro de 2023 e depois o desempenho dos centros comerciais ao longo de 2022. Dados positivos, que deixam boas perspetivas para o futuro.
Saldos de janeiro: um aumento de dois dígitos
O início de 2023 confirma a vontade dos italianos de voltar a fazer compras “presencialmente”. Depois de uma Black Friday e de um Natal brilhantes, que registaram +7 % no consumo de novembro-dezembro de 2022, as primeiras duas semanas de saldos mantêm a tendência positiva. É o que afirmam os dados do Fashion Retail Panel Club da Sita Ricerca, um relatório sobre cerca de 2.000 pontos de venda de vestuário que monitoriza o tráfego e o sell-out em Itália.
O painel regista + 27% de tráfego na primeira semana de saldos (2-8 de janeiro); uma tendência confirmada também na segunda semana (9-15 de janeiro), com uma melhoria que chega mesmo aos + 34% e picos ainda superiores para Shopping Center e Factory Outlet. Não fica atrás o Fashion Consumer Panel, observatório do consumo de moda dos italianos, também da Sita Ricerca. A análise mostra globalmente, nas primeiras duas semanas de janeiro, um crescimento de 25% do número médio de transações por família.
Os centros comerciais aproximam-se dos níveis pré-pandemia
Centrando-nos agora no segmento dos centros comerciais, este fechou 2022 com dados positivos, que fazem prever uma próxima superação das quebras de vendas da pandemia. A fotografia da situação chega do Osservatorio del Consiglio Nazionale dei Centri Commerciali: no ano que acaba de terminar, o seu volume de negócios registou um crescimento de 13,7% em relação a 2021.
Já numa comparação com 2019, ou seja, o ano pré-pandemia, a diferença está quase eliminada: 2022 fechou, de facto, com apenas – 3%. Uma nota da associação explica: “o resultado evidencia uma sólida recuperação de todo o setor, tendo em conta que o primeiro trimestre de 2022 ainda foi fortemente influenciado pelo impacto da variante Ómicron [da COVID]”. Por fim, o Osservatorio salienta que, considerando apenas o período de abril a dezembro de 2022 (na prática isento de efeitos ligados à pandemia), a paridade com 2019 está quase alcançada (- 0,6%).
A atenção ao retalho físico na Custom Magazine
Nesta Magazine acompanhamos desde as primeiras fases o regresso à normalidade pós-pandemia. Dos primeiros sinais da retoma do comércio “real” às mais recentes evoluções do retalho físico, a recuperação da moda “na loja” esteve sempre no centro da nossa atenção. Um interesse que, desde a fundação da Bizeta, se concretizou em soluções de vanguarda para todo o setor da moda e do luxo, e não só.