16 de abril de 2026
Tendenze & Mercati
Retalho 2026: as tendências-chave das últimas feiras do setor e o que significam realmente para as marcas

As feiras mais recentes confirmaram um ponto fundamental: o retalho físico não está em crise, mas está a mudar de função. A loja já não é apenas um espaço de exposição e venda. Está a tornar-se uma plataforma estratégica onde convergem tecnologia, dados, comunicação e experiência. A Custom, presente na feira, empenha-se em estar entre os principais protagonistas desta inovação.
A questão já não é escolher entre físico e digital. A questão é integrar. E fazê-lo de forma mensurável, sustentável e coerente com o posicionamento da marca.
O novo papel do ponto de venda
Das feiras emerge uma clara mudança de paradigma. A loja evolui de local operacional para nó central de um ecossistema conectado. Cada elemento, do layout à sinalética digital, é pensado para gerar dados, melhorar o desempenho e reforçar a relação com o cliente.
Isto significa que conceção, tecnologia e estratégia já não podem seguir caminhos separados. O ponto de venda deve ser concebido como um sistema integrado, capaz de se adaptar rapidamente às mudanças do mercado e aos comportamentos de compra.
Para as marcas, a pergunta torna-se mais complexa: o espaço está simplesmente a mostrar o produto ou está a trabalhar ativamente para aumentar a conversão, o tempo de permanência e o valor médio do talão?
IA, dados e retail media: a loja torna-se inteligente
Uma das tendências mais evidentes diz respeito à aplicação concreta da inteligência artificial e da análise de dados às atividades diárias do ponto de venda.
Gestão dinâmica dos preços, monitorização do stock em tempo real, análise dos fluxos de tráfego, previsão da procura: a tecnologia já não é uma camada acessória, mas uma infraestrutura operacional. O objetivo não é surpreender, mas otimizar.
Paralelamente, o retail media consolida-se como alavanca estratégica. Os pontos de contacto digitais na loja, dos ecrãs integrados no mobiliário aos sistemas de comunicação dinâmica, tornam-se ferramentas para personalizar os conteúdos e ativar novas oportunidades de monetização.
Aqui surge uma distinção importante. Nem tudo o que é digital gera valor. Sem uma estratégia clara e sem integração com os dados de vendas e de comportamento, o risco é transformar o espaço numa soma de ecrãs. O verdadeiro salto competitivo está na capacidade de orquestrar tecnologia e conteúdos de forma coerente com a experiência de marca.
Design e sustentabilidade orientados para os resultados
Outro elemento central é a evolução do design de lojas. A estética continua a ser fundamental, mas já não é suficiente.
Os layouts são cada vez mais concebidos com base na análise dos fluxos e em objetivos de desempenho. A modularidade e a flexibilidade tornam-se requisitos-chave para adaptar rapidamente o espaço a novas coleções, promoções ou formatos.
Além disso, a sustentabilidade já não é um simples elemento reputacional. A eficiência energética, a gestão inteligente das instalações e a escolha de materiais responsáveis e duradouros entram na lógica do projeto desde as primeiras fases. Esta abordagem reduz os custos a médio prazo e reforça a credibilidade da marca.
Também aqui é necessário evitar simplificações. Ser sustentável não significa apenas utilizar materiais certificados. Significa conceber espaços pensados para durar, reconfiguráveis e capazes de evoluir sem serem totalmente substituídos.
O verdadeiro desafio para as marcas
A transformação que emergiu nos últimos eventos de retalho traz consigo uma consequência clara: o ponto de venda já não pode ser abordado com uma lógica fragmentada.
É necessária uma visão integrada que reúna projeto arquitetónico, soluções expositivas, tecnologia digital e objetivos de negócio. Neste cenário, o parceiro não é apenas um fornecedor executor, mas uma entidade capaz de traduzir a estratégia da marca num espaço com elevado desempenho.
Caso contrário, o risco é investir em inovações isoladas sem um plano global. A inteligência artificial sem uma revisão dos processos. A sinalética digital sem uma estratégia de conteúdos. O layout modular sem uma análise de dados que oriente a sua evolução.
O ponto de venda torna-se assim um ativo estratégico de pleno direito: uma ferramenta de branding, uma alavanca de desempenho comercial e um lugar de relação.
O futuro do retalho é iminente
As feiras do setor não retratam um retalho futurista e distante da realidade. Retratam um setor que está a tornar estruturais inovações já existentes, integrando-as num sistema.
O retalho continua a ser físico, mas evolui numa perspetiva inteligente e integrada. Para as marcas, isto significa repensar hoje o espaço de venda não só como custo operacional, mas como investimento estratégico.
Quem souber conceber lojas capazes de unir tecnologia, sustentabilidade e visão terá uma vantagem competitiva concreta.
O conjunto das soluções Custom evolui nesta direção