22 de março de 2016
Innovazioni Tecnologiche
Como evoluiu o conceito de Internet of Things?

TUDO COMEÇOU COM A INTERNET OF THINGS
O conceito de Internet of Things (IoT ou Internet das Coisas) foi cunhado e introduzido em 1999 por Kevin Ashton, do MIT (Massachusetts Institute of Technology), para indicar um sistema em que a Internet está ligada ao mundo físico através de uma rede de sensores.
Hoje já não se trata de uma ideia, mas de uma realidade em contínua evolução que concretiza a possibilidade de ligar objetos e locais entre si e à Rede, tornando-os capazes de comunicar e de adaptar o seu comportamento aos dados que recebem.
Alguns exemplos práticos? Um despertador capaz de tocar mais cedo em caso de trânsito, ou um sistema de domótica que regula a temperatura e a iluminação da casa consoante a estação do ano ou a hora do dia.
IoT significa, portanto, levar as coisas para a Rede e levar a Internet para além dos ecrãs de computadores, smartphones e tablets.
Segundo um dos últimos estudos sobre o valor económico da Internet das coisas, assinado pela At Kearney, cada euro investido nesta "tecnologia" poderá gerar até 12, criando uma economia que poderá rondar o bilião de euros e que beneficiará não só as empresas envolvidas neste setor, mas também os utilizadores, sobretudo em termos de poupança energética.
INDUSTRIAL INTERNET OF THINGS
A Industrial Internet of Things (IIoT) é a aplicação das soluções tecnológicas da Internet of Things (IoT) no setor da indústria transformadora.
Conhecida também como Internet Industrial, a filosofia da IIoT assenta no conceito de maior eficiência das smart machines em relação às capacidades humanas na aquisição e transmissão de dados com rapidez e precisão.
Uma transmissão correta dos dados evita, de facto, problemas e ineficiências à empresa, levando a uma poupança de tempo e dinheiro e permitindo sustentar investimentos em business intelligence. Na indústria transformadora em particular, a IIoT expressa o seu maior potencial no controlo de qualidade, na gestão de processos de sustentabilidade e na rastreabilidade e eficiência de toda a rede logística.
Por agora, uma das principais preocupações em torno da IoT industrial é a interoperabilidade entre dispositivos e máquinas que utilizam protocolos diferentes e têm arquiteturas diferentes, razão pela qual o Consórcio para a promoção da Industrial Internet (Industrial Internet Consortium, abreviado para IIC - a organização sem fins lucrativos criada em 2014 com o objetivo de acelerar o desenvolvimento, a adoção e a utilização em grande escala de máquinas e dispositivos interligados em Rede) se está a concentrar, a nível internacional, na definição de normas comuns.
O QUE É A INTERNET OF EVERYTHING
A Internet of Everything (IoE ou Internet de Tudo) pode ser vista como uma implementação da Internet of Things: na IoT, de facto, são apenas e exclusivamente os dispositivos eletrónicos que utilizam a rede telemática para comunicar, enquanto a Internet of Everything prevê a interligação tanto de dispositivos (smartphones, tablets, smartwatches, fitness trackers e wearable devices em geral, televisores smart, eletrodomésticos e outros) como de pessoas, processos e dados.
A gerir tudo estará uma rede altamente inteligente, capaz de ouvir as suas necessidades, compreender as suas dinâmicas e propor soluções adequadas, com o resultado de oferecer novos serviços e funcionalidades altamente personalizados, que garantirão maior segurança, simplicidade e fiabilidade nos setores mais díspares.
Hoje, IoT, IIoT e IoE já não são ficção científica, mas, ao mesmo tempo, ainda não fazem parte do nosso quotidiano. Segundo dados da Cisco, de facto, 99% das pessoas e dos objetos existentes no mundo ainda não estão interligados à Rede nem entre si. Mas isso não representa um obstáculo; pelo contrário, constitui um capital em que investir, um património que deverá ser aproveitado de todas as formas, combinando-o com as contínuas evoluções dos meios de comunicação e das tecnologias de ligação para criar a maior rede telemática alguma vez vista.